Agua e Verde contra as pessoas!

- Eu não acho São Paulo tão cinza...
- É porque você mora na região do Jardins!

Sim, essa sou eu recém chegada à São Paulo e que imaginava uma cidade a la Toquio. Mas tudo bem. Erro de principiante. Aos poucos, saindo do entorno, do umbigo, fui descobrindo os lados mais cinzas da cidade grande. E principalmente: o céu. cinza.
O que colore (salva?) a cidade são as pessoas. Em dias de chuva (quase todos), cada uma com seu guarda-chuva dá um tom especial ao cinza.
E eu me perco querendo fotografar todas. Tudo. O tempo todo.
Mas o Tempo, falta. Pra fotografar? Não, isso faço durante o caminho. Falta tempo para ver a foto.

Em casa apenas 4 a 6 horas por dia, muitas vezes não se consegue perceber que micro seres aproveitam mais a residência que você. Almoçam suas blusas. Jantam seu pijama. Traçam seu guarda-roupa. Pra você, fica a decisão de deixar esses seres vivos e comprar novas roupas ou combater esses moradores indesejáveis e sofrer de uma leve culpa ambiental (antiga culpa cristã).

Em tempos em que se diz que a natureza está revoltada com você e que somos culpados por todas as catástrofes naturais, como decidir o que devemos combater? Por outro lado, quem irá nos salvar se os super heróis se foram?

"A natureza é vingativa" ou "São apenas plantas inocentes" ?

Por apego, fotografo folhas para fundo de tela do computador e procuro árvores de pelúcia.

Eu, hoje, penso na rosa de Hiroshima.



Escrito por maluli in big city às 07h56
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Cimento e tecnologia contra as pragas!

A cidade grande é encantadora para pequenas cidadãs de lugares menores ainda... Cidades por si só são encantadoras para almas curiosas e fotográficas. Sempre tem algo surpreendente que te atropela pela rua, seja um zumbi walk, ou um pillow fight... As coisas acontecem o tempo todo e geralmente caem na sua cabeça sem querer. Porque as coisas que você diz querer participar quando vê, já era... Com ótimas experências no bolso você segue andando feliz em meio a multidão, faça sol, ou faça chuva! 

Quando você chega em casa encontra a Sra. Umidade, que não muda faça sol, ou faça chuva. E ela leva por água abaixo todo o deslumbre fotográfico...  A curiosidade se descontenta com as traças no seu armário, o mofo no seu sapateiro, o lodo no banheiro e algum tipo de vida alienígena nascendo na máquina de lavar. Ao questionar-se sobre quanto odiar os grandes centros, os pequenos, ou qualquer conglomerado humano acimentado... A cidade retoma seu encanto! Se é complicado aqui, imagina o campo?! 



Escrito por al from big field às 13h33
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novos argumentos paternos

Em uma loja de departamentos de um shopping conhecido por seu público homossexual um menino de aproximadamente 5 anos grita o pai pela loja:

- Pai, pai! Eu quero aquela bola rosa!

- Claro filho! Qual você quer: a verde ou a amarela? - segurando as opções

- ...aaaa...."vemeeia"??

- Filho! Pode escolher! Papai te dá! Quer a verde ou a amarela?

- Ah, deixa....não quero mais a bola...

e sai pela loja ao encontro da mãe pegando um carrinho na prateleira, deixando o pai com as duas bolas de futebol na mão olhando para a bola rosa que o filho tanto queria.
Era uma bola simples. Bem mais barata. Pena que só tinha cor-de-rosa e estava escrito girls....



Escrito por maluli in big city às 09h50
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bizarras conversas.

E uma conhecida. Olhando ele nos olhos. Encostado no balcão do bar. Dispara:

- De que buraco você saiu?

- Hein?

- De que buraco você saiu?

- Não sei. E você? De que buraco saiu?

- Da maçã...

Em nenhum lugar do mundo o diálogo está garantido?!?! Nem com conhecidos?!?! Ou as pessoas na cidade grande estão cinza até das idéias?



Escrito por al from big field às 23h58
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, JARDINS, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Livros, Games e brinquedos, fotografia. filmes. conversas e risadas.


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